ESCOLAS DE SAMBA

SÓCIOS DA MANGUEIRA

No Inverno de 1978, num baile na Rua Amarela, ao lado da casa Vasconcelos de Lebre, ao redor de um bidão de alcatrão com lenha a fumegar, alguém se lembrou de criar um grupo de samba para o Carnaval de 79. Os brasileiros de Coimbra não vinham e aí estava a oportunidade de fazer uma coisa diferente.

Na altura saudavam-se uns aos outros dizendo:
-Estás bom Sócio?!
Ou questionava-se o colega dizendo:
-Oh sócio, arranja-me um cigarrinho.

Essa característica vem dar o nome ao grupo, que, por afinidade se ligou à mais importante escola do Rio de Janeiro e do Brasil, a Mangueira. Nascem Os Sócios da Mangueira.

O ano de estreia não podia ter sido melhor, o Márcio – Tony Ramos. O baptismo teve cerca de cinquenta mil pessoas dizem. Depois, veio o sucesso nos espectáculos, era a menina querida de todos os foliões carnavalescos. Em qualquer lugar Os Sócios eram requisitados. Fizeram-se loucuras de vários shows em vários sítios, na mesma noite.

Empolgados com a adesão das gentes, avançam e constituem-se em 3 de Abril de 1981 numa Associação cultural, Recreativa e Desportiva. Hoje tem o seu Grupo de Samba, a sede social para recreio de seus associados, e para os ensaios de um grupo de activistas-músicos da Escola Maestro, que aí ensaiam e preparam o nascimento do Orfeon Mangueirense.

Se visitar a sede dos Sócios poderá ver uma exposição fotográfica dos vinte anos da sua actividade, e tal espaço está aberto a quem se interesse pela exposição de trabalhos culturais.